Logo na manhã do último dia de realização do maior evento da região sul do Estado, o clima de boas vendas e também de dever cumprido, já estava estampado nos rostos dos mais de 200 expositores que participaram da grande confraternização rio-grandina. No entanto, essa sensação não foi somente sentida por eles.
Hotéis, restaurantes, farmácias e demais centros comerciais do Município também se mostraram contentes e satisfeitos com o forte desempenho obtido pela 12ª edição da Festa do Mar. Movimentada por turistas vindos de várias cidades gaúchas e até mesmo de outros estados e países vizinhos, os empresários, gerentes e comerciantes garantiram que o evento fez jus a sua temática, na qual abordou o crescimento da economia local.
Uma cidade voltada para a Festa do Mar
Na cidade ou mesmo no balneário Cassino, a procura por serviços foi intensa durante os onze dias de Festa do Mar. Alguns acreditam que o movimento foi maior por causa dos shows de renome nacional, como Alexandre Pires ou Aviões do Forró, outros dizem que a procura foi melhor sem eles. Mas, divergências a parte, todos concordam que a Festa do Mar além de mudar a estética da cidade no cais do Porto Velho, também contribuiu para o desenvolvimento econômico do Município.
Para Ana Ortiz, gerente de um restaurante no centro da cidade, o movimento registrado no estabelecimento apresentou um aumento de 40%. De acordo com Ana, esse aumento se refere apenas aos dias normais de Festa. Segundo ela, os shows atraem mais atenção para a área gastronômica do evento. “Recebemos diversos turistas, a grande maioria de Pelotas, Bagé e Porto Alegre. Além de argentinos e uruguaios, contamos também com a presença de grupos do Estado de Santa Catarina. Fiquei surpresa com a presença de ingleses”, comenta ela, referindo-se aos pesquisadores vindos de regiões da Irlanda e da França, envolvidos com projetos da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e que também participaram da 12ª Festa do Mar.
Funcionários de uma rede de hotéis presente na cidade e no Cassino, também confirmam que a procura de turistas por serviços de hospedagem foi intensa. De acordo com eles, ela se tornou ainda maior com os shows, durante o feriado e também nos dois finais de semana do evento. “Não só na cidade, mas, principalmente, no Cassino, o movimento foi muito forte. Como trabalhamos com reservas antecipadas, antes mesmo de começar o evento, a procura foi grande. Mas, também tivemos um significativo número de hóspedes nos dias de realização da Festa”, observa um dos funcionários.
Ainda na cidade, o gerente de uma das redes de farmácias falou sobre a necessidade de contratar funcionários temporários para atender a demanda dos serviços realizados pela empresa. “Até porque não tivemos que atender só os turistas que vinham para a Festa, mas também os próprios rio-grandinos que se aproximam mais da sua própria cidade”, salienta.
Também no balneário Cassino, o forte movimento não foi diferente. Gilmar Mirapalheta é responsável por um estabelecimento que oferece diversos serviços como sorveteria, pizzaria e padaria, na principal avenida do balneário. “O movimento foi maravilho. Esse é um evento que atraí turistas e traz resultados bastante positivos para a economia da cidade. Com certeza, a Festa do Mar, por tudo o que representa, deveria se realizada anualmente”, considera ele.
“Voltaremos”
Nas praças de alimentação ou nos setores da indústria, do comércio ou mesmo nos que ofereceram pequenos serviços, não importa. Expositores satisfeitos comemoraram suas vendas ao final do evento e confirmaram o retorno na próxima edição da Festa do Mar.
Da cidade de Pelotas, Magda Regina Silva, 55 anos, é uma doceira de mão cheia. Para ela que só não participou da primeira edição da Fenadoce, o evento rio-grandino se destaca por suas fortes belezas naturais. Em relação as vendas, Magda se diz realizada. “Nunca foi tão necessário repor várias vezes num mesmo dia um estoque. Participo de muitas feiras no interior do Estado e estou muito feliz de ter retornado a Festa do Mar”, comenta ela.
Da cozinha maluca, em que se oferecem utensílios inovadores, o vendedor também fala sobre a necessidade de repor com urgência os estoques. “Trouxemos uma mercadoria certa para toda a Festa e diversas vezes tivemos que repor. Foi um sucesso. Estamos a poucas horas de acabar o evento e quase já não há produtos para a venda. Voltaremos, com certeza, na próxima edição”, enfatizou o proprietário do estande. A responsável por uma loja de roupas indianas também comentou que as vendas foram bastante expressivas.
Na Expoveículos, uma das primeiras áreas que recepcionaram os visitantes, a satisfação também foi sentida por todos os quatro representantes. “Nosso objetivo não era somente vender, mas, fazer com que o público encontrasse uma boa oportunidade para conhecer nossos produtos. Ao final da Festa, acho que podemos dizer esses dois objetivos foram cumpridos”, afirmou um dos representantes.
Presente há 33 anos na comunidade rio-grandina, o estande do jornal da terra, o Agora, também foi muito procurado pelos visitantes. Além de informações sobre o trabalho dos profissionais envolvidos em produzir as principais notícias que cercam a cidade, o veículo de comunicação recepcionou o público, distribuindo diversos exemplares cortesias. De acordo com os funcionários da empresa, foram realizadas centenas de assinaturas durante o maior evento da região sul do Estado.
Bruno Z. Kairalla
Assessoria de Imprensa
13/abril/2009





